A MANSÃO ABANDONADA E O AVIÃO ABATIDO DE PABLO ESCOBAR // Isla Grande, Cartagena

Um palácio gigantesco com mais de 300 cômodos, piscina e vista para o mar do Caribe colombiano. Um avião, praticamente desconhecido, usado para transportar drogas e que foi abatido logo em sua decolagem. Atualmente, está escondido no fundo do mar.

Não é de hoje que as histórias de Pablo Escobar mexem com a imaginação de milhões de pessoas em todo o mundo. Mas estas duas, em especial, ainda são pouco conhecidas.

Milhares de viajantes visitam as famosas casas do narcotraficante na Colômbia. A principal delas é a fazenda Napoles em Puerto Triunfo, na cidade de Antioquia. Hoje, Nápoles se transformou num gigantesco complexo de entretenimento com hotéis, restaurantes e parques aquáticos e atrai mais de 50 mil viajantes por ano.

Enquanto isso, a mansão que Pablo Escobar construiu pertinho de Cartagena, se mantém praticamente esquecida. A casa ocupa parte da famosa Isla Grande – refúgio para gringos europeus e poucos viajantes. Um dia já serviu de refúgio para o homem que obtinha 80% do mercado do tráfico de drogas do mundo em suas mãos.

Isla Grande era o lugar perfeito para Pablo. Apesar de não ter energia elétrica e nem água encanada, era uma ilha quase deserta. Na época, calcula-se que menos de mil pessoas estivessem morando lá. Um descanso para o patrón!

Depois da queda do cartel de Medellín, a família de Pablo Escobar foi embora da ilha. Deixou pra trás a mansão e nunca mais voltou.

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O palácio continua lá, abandonado e desgastado pelo tempo e pelos moradores sem teto que fizeram daquele prédio sua nova casa.

A mansão, de quatro andares, tem cerca de 300 cômodos. Há muitos quartos, amplos espaços para reuniões, para descanso e salas de jogos. Nos banheiros, duchas de ouro.

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No jardim, quase na beira do mar azul caribenho, a grande piscina que certamente recebeu tantas festas e convidados. Quase ao lado, o heliponto em que desembarcava com o seu helicóptero. Desse mesmo heliponto um aviãozinho monomotor, usado para transportar drogas, teria sido abatido pela polícia logo em sua decolagem – ao deixar a mansão de Pablo Escobar.

Assim como a casa, o avião ainda está lá para quem quiser ver.

Graças ao fotógrafo Luke Spencer, que entrou nas ruínas da mansão, é possível conhecer por dentro um dos esconderijos de Pablo Escobar. As fotos que posto aqui foram encontradas na internet – já que eu não cheguei a entrar na propriedade.

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Chegar na mansão do narcotraficante não é tão fácil assim. É preciso sair do “muelle de Cartagena”, percorrer 45 minutos de lancha, desembarcar na ilha com uma pequena canoa e percorrer um longo trajeto a pé até a sua entrada principal. Dizem que apenas alguns sem teto visitam o local. A casa está em ruínas e não há nenhum sinal de que se transformará em ponto turístico – assim como a fazenda Nápoles.

Como a entrada na mansão teoricamente é proibida, já que mesmo abandonada ainda pertenceria ao governo Colombiano, muitos barqueiros levam os viajantes para ver a mansão de perto pelo mar. Os barcos se aproximam da casa e é possível avistar muito bem o prédio e até ver a famosa piscina – foi a única visão que tive e mesmo assim valeu a pena!

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Os mesmos barqueiros levam os viajantes para mergulhar no exato local aonde teria afundado um dos quinze aviões de Pablo Escobar, abatido logo em sua decolagem. O avião está poucos metros distante da fazenda. Não há registros públicos de que esse monomotor realmente seja de Escobar e nem que tivesse sido abatido mas é o que se conta na região e, é claro, a gente acredita.

Nos jogamos naquele mar incrível sem precisar de nenhum equipamento de mergulho. Como o avião está há poucos metros de profundidade e a água é praticamente transparente  é possível enxerga-lo lá do alto. Usamos apenas óculos aquáticos para poder ver melhor. Por conta do nosso péssimo preparo físico não foi possível chegar até o avião mas já foi incrível poder vê-lo dali mesmo.

Para visitar a casa de Escobar na Isla Grande e mergulhar no exato local do suposto avião abatido do narcotraficante é muito fácil. Qualquer barqueiro na marina de Cartagena poderá te levar até lá. Fiz esse passeio com a ajuda de nativos da Isla Grande, durante os dias em que estive na ilha. No próprio eco-hotel Las Palmeras, em que fiquei hospedado, contatei o guia. Paguei mais ou menos o equivalente a 50 reais, 60 reais pelo passeio e valeu muito!

Se você pretende visitar Isla Grande, deixe para negociar o passeio lá mesmo – é mais barato. Se não pretende desembarcar na ilha negocie na própria marina turística de Cartagena.

A casa até pode estar em ruínas, mas a história de Escobar segue firme, atraindo multidões e despertando a curiosidade de gente em todo mundo. No caso de Isla Grande, ainda preservada, quase esquecida, mas que está lá a espera de quem quer conhecer os segredos de Cartagena.

Boa viagem!

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